UPA é União

Archive for the ‘Leitura’ Category

Vou postar dois materiais riquíssimos em conteúdo e que tratam muito bem sobre essa questão. Um deles é um vídeo da série NOOMA feita pelo Rob Bell que tem uma ótima produção e o texto é em forma de diálogo, o que é bastante atrativo. O outro é uma apostila feita pela SEXXXchurch. A apostila traz a seguinte temática: 36 dias de pureza. Ela trata sobre relacionamento, pornografia, sexo promíscuo, masturbação e etc. 

É um material muito bom e tenho certeza que irá ajudar aos que estão namorando ou os que esperam no Senhor.

Abração!


Nooma | Flame

Apostila 36xxx | SEXXXchurch

imageClique aqui para baixar a Apostila em PDF.

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O portal Cristianismo Hoje está de cara nova!

Mais dinâmico e com um layout bem atrativo, o portal traz textos excelentes de seus colunistas. Sempre recheados de criatividade e sabedoria.

Vale a pena conferir e divulgar!

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BonoVox

Veja trecho do livro “Bono: In Conversation With Michka Assayas”, onde Bono (vocalista do U2) fala sobre sua interessante espiritualidade e princípios do cristianismo. Há vários livros que falam sobre o U2 e o irônico vocalista Bono Vox (a maior estrela do rock), porém até agora Bono não havia contado sua história. No livro “Bono: In Conversation With Michka Assayas”, o roqueiro compartilha seus pensamentos com um jornalista francês e seu amigo, que está junto da banda desde o começo dela. Em uma série de perguntas e respostas, Bono discute vários assuntos, como a morte de sua mãe, quando era criança, e de seu pai, que morreu há alguns anos, o começo da banda, seus companheiros de banda, seu casamento, sua paixão por ações sociais, o efeito que sua vida tem por ser uma celebridade, sua fé e como isso permeia tudo.

A conversa entre Bono e Assayas aconteceu devido ao ataque terrorista em Madri, onde foram colocadas bombas em um trem no ano de 2004, deixando 1800 pessoas feridas e 191 mortas. Os dois estavam discutindo como o terrorismo é carregado pela religião quando Bono começou a falar do cristianismo, expressando sua preferência pela graça de Deus sobre o “carma”, mostrando sua visão apologética da morte de Cristo e sua clara mensagem sobre a palavra de Deus.

Bono: A minha compreensão das escrituras foi feita simplesmente pela pessoa de Cristo. Cristo ensina que Deus é amor. O que isso significa? Significa para mim um estudo sobre a vida de Cristo. Amor aqui é descrito como uma criança nascida num lar pobre, vulnerável e sem honra. Eu não deixo minha religião muito complicada. Bem, eu penso que eu conheço quem é Deus. Deus é amor e quanto mais eu falo deste amor, mais eu permito ser transformado pelo amor e agir por esse amor, que é minha religião. As coisas se tornam complicadas quando eu tento viver esse amor. Não é fácil.

Assayas: E o Deus do Antigo Testamento? Ele não era tão “paz e amor”?

Bono: Nada afeta a minha visão de Cristo. O evangelho mostra uma figura de exigência, às vezes até dividindo o amor, mas mesmo assim, continua sendo amor. Eu acredito no Antigo Testamento como um filme de ação: sangue, carros se batendo, efeitos especiais, o mar se abrindo, assassinatos, adultérios, a criatura de Deus com desejo de matar, rebelde. Mas a maneira que eu vejo uma relação de Deus é como um amigo. Quando você é criança você precisa de instruções e regras. Mas com Cristo, nós temos acesso a um relacionamento mais íntimo, enquanto no Antigo Testamento, a relação de adoração era mais vertical. No Novo Testamento, por outro lado, nós olhamos para um Jesus familiar, horizontal. A combinação é o que faz Ele na cruz (o credo da cruz).

Assayas: Falando sobre filmes de ação, nós falávamos sobre a América Central e do Sul, em nossa última conversa. Os jesuítas falavam sobre a palavra de Deus com uma mão trazendo a Palavra e a outra uma arma.

Bono: Eu sei, eu sei. A religião pode ser inimiga de Deus. Isso acontece quando Deus, assim como Elvis, sai da jogada (risos). As instruções foram ditas e dogmas são seguidos em uma congregação liderada por um homem, em que ele e os outros são guiados pelo Espírito Santo. O problema é quando a disciplina substitui o discipulado. Por que você está me atirando isso?

Assayas: Eu estava imaginando se você disse tudo isso ao Papa no dia em que você o encontrou.

Bono: Não sejamos tão duros com a igreja romana aqui. A igreja católica tem seus problemas, mas quanto mais velho eu fico mais estímulo eu encontro aqui (para lutar pelo que é certo). A experiência de estar em uma multidão de pessoas humildes, oprimidas, de pessoas que oram murmurando…

Assayas: … Então aí você não seria tão crítico.

Bono: Eu posso criticar (a igreja católica). Mas quando eu vejo irmãos e irmãs ajudando no trabalho de AIDS na África, padres e freiras ficando doentes e pobres por estarem dando de si pelas vidas na África, eu sou menos agressivo.

Um pouco mais tarde na conversa:

Assayas: Eu acho que estou começando a entender religião porque eu estou agindo e pensando como um pai. O que você acha disso?

Bono: Eu acho que é normal. É a mente se transformando com conceitos de que Deus, que criou o universo, pode estar querendo companhia, um relacionamento de verdade. Mas o que me deixa ajoelhado é a diferença de graça e carma.

Assayas: Eu nunca ouvi você falar disso

Bono: Eu acredito que nós somos movidos pelo carma, mas um nos move pela Graça.

Assayas: Eu não entendi

Bono: A idéia de todas religiões é o carma. Sabe, o que você fala volta pra você, olho por olho, dente por dente, ou na física, toda ação causa uma reação. É muito claro para mim que o carma é o coração do universo. Eu tenho certeza absoluta disso. Mas aí surge uma idéia chamada Graça, em que mesmo com o “tudo o que você planta, colherá” desafia a razão e a lógica. O amor “interrompe” as conseqüências de suas ações (com o perdão), que no meu caso é algo muito bom, pois eu faço muitas besteiras.

Assayas: Eu ficaria interessado em ouvir isso.

Bono: Isso é entre eu e Deus. Mas eu teria grandes problemas com carma se ele definisse meu julgamento (seria condenado). Estou me mantendo pela Graça. Creio estar livre, pois Jesus levou todos os meus pecados na cruz, porque eu sei quem eu sou e espero não depender da minha religiosidade.

Assayas: “O filho de Deus que tira o pecado do mundo”. Eu queria acreditar nisso.

Bono: Mas eu amo a idéia do sacrifício de Cristo. Eu amo a idéia de Deus dizer: “Olhem seus cretinos, terão conseqüências o que vocês estão fazendo, vocês são muito egoístas e são pecadores por natureza e, vamos encarar, você não está vivendo uma vida muito boa, está?” E existem conseqüências para os atos. A idéia da morte de Cristo é que Cristo levou os pecados desse mundo, então ele (o pecado) não pode mais habitar em nós, e a nossa natureza pecaminosa não nos levará para a morte. Esta é a idéia. Isso deveria nos fazer mais humildes… não é por sermos bons que vamos para o paraíso.

Assayas: É uma grande idéia, e não estou negando. Esperança é algo maravilhoso, até mesmo quando parece ser alucinação, em minha percepção. Cristo tem seu status ao redor do mundo nos maiores críticos e pensadores. Mas o “Filho de Deus”, isso não é um pouco forçado?

Bono: Não, isso não é forçado para mim. Olhe bem, a história de Cristo como não sendo ligada a religião sempre é vista assim: Ele era um grande profeta, um rapaz muito interessante, tinha muito o que dizer de importante até para outros profetas. Mas na verdade Cristo não permite dizer isso. Cristo diz: “Não, eu não estou dizendo que eu sou um professor, não me chamem de professor. Eu não estou dizendo que sou um profeta. Eu digo: “Eu sou o Messias”. Eu digo: “Eu sou Deus encarnado”. E as pessoas dizem: “Não, não, por favor, seja somente um profeta. Um profeta nós conseguiremos aceitar”.

E Bono diz mais tarde, como considerar Jesus:

Bono:… Se nós pudéssemos ser um pouco mais como Ele, o mundo seria transformado. Quando eu olho para a Cruz de Cristo, o que vejo é que lá estão todos os meus pecados e os pecados de todas as pessoas do mundo. Então eu pergunto a mim mesmo uma pergunta que muitos fazem: Quem é esse homem?

 

Extraído do Solomon1

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A Cabana

Posted on: 03/03/2009

A-cabana

Eu queria fazer este post assim que terminasse de ler o livro, mas com a correria não consegui. Mas estou terminando!! rsrsrs

Então vou postar um texto do Cristianismo Criativo que resume um pouco a obra, e faz uma crítica.

 

Acabo de ler o já famigerado livro de William P. Young. Quase bati meu próprio recorde de leitura, provavelmente em razão de dias de puro descanso nessa última semana de férias.

Como primeiras palavras, digo que gostei da capa. Na medida em que vamos lendo a obra, a figura ilustrativa vai como que tomando corpo, significado. Ainda na capa, lê-se o nome da editora, Sextante; e uma categoria literária: ficção. Isso levou-me a alguns pensamentos: (1) já está se cumprindo o texto que profetizava sobre as pedras clamarem em nosso lugar (Lc 19.40), (2) ainda carecemos de alertas para não confundirmos verossimilhança com semelhança. Ah, se lêssemos mais romances…

É pena que nenhuma editora cristã tenha devidamente apostado nesse livro. Pontos para a Sextante, que antevê um cristianismo com arte; que propagará um evangelho mais pós-moderno – mesmo com resvalos na tradição. No entanto, uma leitura um pouco mais atenta justificará o desinteresse das editoras confessionais; por exemplo, a página 208. Ou seja, ainda temos uma caminhada até chegarmos ao ponto de termos paz pré e pós leitura de um romance, de uma ficção. Em se tratando d’A Cabana mesmo, acho que criei uma expectativa maior do que devia. Minhas emoções não tiveram o mesmo ápice de outros/as leitores/as.

A obra é bem escrita. Um texto que cativa. Nitidamente, um quase roteiro de cinema. N´alguns momentos, sentia como se uma câmera de vídeo estivesse com o zoom ‘ligado’, tal a riqueza de detalhes de cena. Porém, noutros momentos, seria melhor o ‘microfone’ estar desligado. Incomodou-me a nomenclatura dada à Trindade, embora um pouco compreensiva pelo contexto do enredo. Ele era Ela, que depois (re)tomou sua ‘macheza’, e, assim, continuamos no gênero-mor. Num momento inicial o evangelho transcende a igreja para, depois, voltar ao molde de sempre. Algumas frases de efeito também apareceram (resposta certa x resposta viva). Não faltou o momento fantástico, característica que me atrai, sobretudo na literatura latino-americana. Mas o momento Chico Xavier foi duro de engolir (capítulos 11 e 16).

Eu recomendo a leitura até como contraponto às minhas impressões. Recomendo porque traz uma visão inovadora do que seja Deus. O Espírito Santo tem um bom papel e não fica só como uma espécie de auxiliar de serviços gerais no céu. Céu? Aquele cenário não é o céu. Mas tenho medos.

Não me surpreenderá se houver a publicação de um A Cabana 2, característica comum na arte norte-americana. Igualmente não será novidade se algum “iluminado” resolver escrever um livro com as ‘receitas para viver bem’ segundo A Cabana. Tampouco ignoro a possibilidade de encontrar um ‘A Cabana com propósitos’. Mais ainda: fico imaginando o estrago de uma obra dessas se cair nas mãos daqueles leitores que fazem da verossimilhança uma realidade. Basta lembrarmos dos devoradores do Frank Peretti ou da série apocalíptica do Tim LaHaye. O Apocalipse passou a ser desses autores e não de João. O evangelho agora é de quem? Seria de Jesus?

Por outro lado, admiro a ousadia de se grafar na própria obra que ela é assombrosa e tem uma qualidade literária, em vez de deixar essa tarefa aos leitores. Esta, parece-me, seria a melhor forma. Quanto à proposta que o livro faz para ser adquirido e doado, eu faria isso com uma edição de bolso cujas páginas internas fossem do tipo jornal e com um acabamento mais simples. Dito de outra forma, cumpriria o pedido se me saísse mais barato.

Ah, o impacto deste texto visa ser estimulante, apesar de nenhuma qualidade literária. Sinta-se estimulado a ler A Cabana. Ainda que eu não seja Michael W. Smith, nem Ricardo Gondim e muito menos o Gerson Borges, fica a sugestão.

Abaixo temos uma entrevista do Autor William P. Young ao The 700 Club” da CBN News.